PORTUGAL SEGUE PARA OS QUARTOS
Já não bastava ter um treinador que é um grande nabo e jogar contra uma forte selecção, Portugal teve também que ultrapassar um trapalhão russo com um apito na boca para poder dar oportunidade de vingança (agora a estes) aos Ingleses. Um golo solitário de Maniche, de classe a concluir grande jogada colectiva, permitiu a Portugal vencer e eliminar a Holanda, num jogo com uma arbitragem polémica (20 cartões mostrados no total), com 3 expulções, em que Potugal foi obrigado a jogar muito tempo em inferioridade numérica. Esta foi uma vitória suada mas justificada pela entrega e crença dos jogadores das Quinas. Para o jogo dos quartos de final não estarão Costinha e o Mágico DECO expulsos nesta partida. Espero que os jornalistas especulem errado sobre quais os substitutos, pois como o parolo do seleccionador contraria sempre (quase) a opinião publica..Parabéns Portugal!! Magic Mega



2 Comments:
De referir que o próprio Joseph Blatter no final do encontro salientou que " a arbitragem não esteve á altura do Jogo"..... já repararam que não está lá nenhum Árbitro português????? Será que estes são os mentores destas arbitragens tão fracas.... será que está moontada uma conspiração, e os árbitros portugueses são os cabecilhas desta operação????
Capitão
segunda-feira, junho 26, 2006 12:38:00 p.m.
O Jogo Portugal x Holanda descrito por Miguel Esteves Cardoso:
"Até aqui Portugal ainda não tinha jogado no belo estilo CTT (Confusão, Traulitada e Teimosia) em que é campeão mundial. É uma arma secreta e convém não abusar dela. Mas a Holanda, coadjuvada por um árbitro tempestuosamente desequilibrado que parecia fugido das páginas de Dostoievski, provocou os mestres e recebeu a lição que mereceu.
A rapaziada holandesa, como tinha faltado às aulas de futebol, tentou compensar a falta de habilidade com os movimentos aprendidos nas aulas de mergulho. Bastava tirarem-lhes a bola para eles atirarem-se acrobaticamente como se de uma prancha olímpica. Infelizmente o pobre árbitro, um personagem torturado que se convenceu estar a assistir a uma recriação do inferno, deixou-se convencer por três ou sete mergulhos e prejudicou os portugueses.
Estes, obviamente, sentiram-se insultados porque os mergulhos dos holandeses eram de um amadorismo ridículo, faltando-se a verosimilhança do verdadeiro profissional de futebol, obrigatoriamente latino, que sabe o que é o teatro e fazê-lo como deve ser. E, de facto, aquilo não podia ficar assim.
Quando os holandeses, estimulados pela reacção aflita do pobre árbitro, decidiram reforçar o programa de fitas com um pequeno festival de porrada, o capitão Figo viu-se obrigado a decretar oficialmente o estilo CTT. A partir dali, embora a equipa portuguesa sofresse peripécia atrás de peripécia, o resultado final nunca esteve em causa. Porque atrás dos CTT havia uma equipa que sabe jogar futebol (o facto de nem sempre o fazer é irrelevante). Em contrapartida, os CTT dos holandeses eram a única coisa que sabiam fazer – e mal.
Esta vitória foi por isso dupla ou triplamente merecida e é neste contexto fandangueiro que se devem entender gestos aparentemente espúrios como a mão de Costinha ou a cabeçada do magnífico Figo. A violência e a batota da Holanda foram chocantes e inesperadas. Transformaram o jogo numa ópera bufa.
Os portugueses simplesmente aceitaram as alterações e mostraram que não só jogavam melhor futebol como tinham mais jeitinho para essas altas cavalarias cómico-histriónicas.
Há vitórias que sabem melhor do que outras. Esta soube muito bem, muito obrigados. Um bocadinho a pato e tudo!
A coisa promete. E pode ser que depois de vencermos os ingleses venham os desafios realmente emocionantes!"
Achei que iam gostar de ler...
Ass.: Mega Girl
quinta-feira, junho 29, 2006 7:04:00 p.m.
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